eu podia dizer bastante coisa aqui, mas você vai ter que ver pelos seus próprios olhos. entre no xkcd e vá voltando as tirinhas. se não entender alguma coisa, procure na wikipédia que sempre vale a pena! é um dos casos em que meu post sobre pesquisas se aplica. você acaba ainda conhecendo mais sobre temas de ciência e da sociedade da internet. talvez ainda depois de pesquisar um bocado resolva configurar a barra de pesquisas do seu browser.
é bom lembrar que existe um balão de comentários que se abre quando você coloca o mouse em cima do quadrinho. eles normalmente complementam a tirinha. também se a paixão for instantânea (como foi comigo), recomendo que você volte na 1a tirinha de todas e veja o quadrinho nascendo e se desenvolvendo. daí também você vai chegar nessa tira, que é minha favorita:
ok, clique na imagem pra trapacear e ir direto pra ela :)
Encontrei na redeRPG um mini-projeto de encher os olhos de jogadores veteranos de RPG de lágrimas. O circo de horrores será um suplemento de horror 'multissistema', pois na verdade ele será um apanhado de contos (máximo 4000 palavras) escritos por qualquer colaborador.
Eu considero um privilégio poder participar de uma iniciativa dessas. Temos até o dia 27 de agosto (agora) pra mandar até 5 colaborações cada um pra serem escolhidas. Fiz uma, ontem mesmo quando li sobre o projeto, na empolgação. Não estou muito orgulhoso do texto :( , mas então vai depender da qualidade geral dos contos enviados pra ver se ele serve ou não. Já que não há como 'descontribuir' pro projeto, só contribuir. Vou colar aqui, na esperança também de que vocês percam a inibição e enviem os seus:
Sobre morrer e dormir
Eu vi vocês brincando de "o que causa mais horror em alguém" e em mim eu sei bem. Já devem ter lembrado desses filmes horríveis que colam na nossa retina e aparecem quando a gente fecha os olhos. Também já assisti tudo isso que está na internet: tiro na cabeça, gente pegando fogo, desembramento. Assisti Faces da Morte e li a história de serial killers famosos. Mesmo assim o que eu vou contar pra vocês arrepia minha espinha toda vez que me passa pela cabeça. Imaginem qualquer coisa horrenda correndo atrás de vocês ou seus familiares e fazendo o que for que não vão chegar perto disso. Porque o que eu mostrar é que não precisa haver "coisa" nenhuma pra se morrer de medo.
Claro que vou falar de horror pessoal, mas não vou envolver maldições ou problema de cabeça. Nem morte de parente, possessão, acesso de raiva. Se colocasse a mente contra a pessoa já teria de novo uma "coisa". Mas o meu pesadelo é sobre mim mesmo, mais nada. Nem o Nada, isso seria ridículo. Estou falando sério. Eu tenho esses arrepios todos só de imaginar eu sendo tomado por isso que eu vou narrar a vocês e espero não tornar a vida de ningúem pior daqui pra frente, mas quero que conheçam o que tira meu sono.
Eu resolvo relaxar, como seu fosse me desligar, mas começo a entrar em um estado estranho. Minhas memórias não se conectam mais direito e não entendo mais nada, como se demorasse pra processar os detalhes. Não consigo mais lembrar do que acabei de fazer ou do que tem em volta de mim. Minha visão embaça e fico tonto, com a cabeça vazia, sem reconhecer nada. Tudo some. Eu fico assim paralizado por uns segundos ou algumas horas.
Acordo de uma vez e os calafrios começam. Preciso repassar tudo, quem eu sou, o que fiz. Já morri muitas vezes, é o que penso. Eu continuo em choque, não me conformo. Meu maior desespero é que a minha morte de verdade chegue num momento em que eu não lembre que estou vivo. Seria muita covardia, não consigo pensar em horror maior do que esse. Pode ser um truque da mente, mas funciona muito bem. Estou sempre com medo.
A pergunta que fica é 'e qual vai ser o nível desse suplemento?' e a resposta é a chata e óbvia: não sei, quantos você está enviando? Pode ser que seu conto esteja salvando a coletânia. Se o meu ficar de fora, inclusive, vou saber que lá vai estar cheio de material que provavelmente vai me agradar. Então você precisa entrar lá pra ler as regras e começar a escrever os seus - ou mesmo ressuscitar contos de outra época sua. Quanto mais melhor, com certeza.
estou acompanhando uma série em quadrinhos maravilhosa, chamada ponto zero, que está sendo lançada livre na internet em capítulos todo mês, neste blog. lá você pode puxar os capítulos em .cbr (para ler com o CDisplay), .pdf e para ser lida diretamente na internet, num site chamado issuu - por isso não tem porque deixar pra depois. para cada edição há um teaser que também vale ser visto.
o capítulo 3 acabou de ser lançado e a impressão é a de que um arco se fechou. temos a história de um detetive debilitado atrás de um caso muito grotesco. falar mais do que isso pode estragar a experiênica. a história é muito pesada, mas não só em violência. aqui as atrocidades têm seu peso como na vida real e pesam na consciência do protagonista de um jeito muito dramático e vivo. com certeza ponto zero (por enquanto) é muito mais sobre sofrimento do que sobre violência. por isso, se você não gosta de violência gratuita, não se preocupe e continue lendo, mas lembrando que isso pode ser ainda pior pro estômago :)
outra coisa ótima desse quadrinho é que ele é feito em casa (e no bar) por dois amigos entusiastas, que bolam a história toda, desenham e depois colorem e colocam as falas no illustrator. eles explicam todo o processo de criação e como foi o trajeto deles até o produto final em um arquivo chamado 'esboços', neste post do blog. imperdível pra quem se interessa em produzir seu próprio quadrinho ou mesmo saber como esse tipo de produção funciona. no meu caso foi bom pra saber que o técnico é bem mais simples do que eu pensava, enquanto é mesmo a genialidade e o cuidado com os detalhes que fazem o quadrinho ser bom.
eu ainda tive o prazer de conhecer o victor freundt da dupla ponto zero e, fora as conversas ótimas sobre produção que com certeza vão contribuir pra posts futuros aqui, eu senti que estão garantidas duas coisas: eles estão comprometidos e vão levar série até o fim com muito gás; e a história é bem mais grandiosa do que parece, com muitas reviravoltas. o blog ainda tem imagens e informações escondidas, pra te distrair até o mês que vem. ótima idéia.
meus parabéns pra dupla. grande exemplo de projeto maduro e profissional completamente independente. vamos segui-lo!
vou compartilhar aqui os lugares mais famosos com material interessante sobre se organizar. são também os únicos que eu realmente conheço e leio.
em português:eduardo fernandes postou no breve e maravilhoso produtividade pessoal, com um arquivo cheio de temas muito interessantes. ele levou também o blog magaiver mais adiante, que parece tratar mais de 'coisas' e softwares mas na verdade decola até qualquer tema que você pode imaginar sobre organizar sua vida (como este post sobre escolher bem seus clientes). os dois blogs acabaram, mas são ótimos exemplos de publicações aonde as coisas mais interessantes não são as mais novas. o mergulho vale a pena.
em inglês: o zen habits traz o logo 'simple production' e seu conteúdo é escrito em uma linguagem muito aberta e casual para temas muito interessantes. depois de ler o texto do dia você deve também mergulhar em seus arquivos; escolha os temas que te interessam. para começar a gostar do blog desde já sugiro que vá direto a um dos meus favoritos: paixão e propósito.
ainda existe o life hacker, que se apresenta bem melhor do que eu o apresentaria, com uma página inicial incrível e um logo que explica tudo: 'tips and downloads for getting things done'.
trazendo a idéia do post passado para um lado mais prático, vou dar uma dica para facilitar suas pesquisas na web. se você usa tanto o Mozilla quanto o Internet Explorer para navegar, você provavelmente tem uma barrinha de pesquisa no canto direito de cima da sua tela. se você não a configurou, ela tem como default acessar o google ou o windows live search e se você abrir as opções da barra vai encontrar várias tranqueiras que o browser escolheu pra você.
vamos configurar esta aba para procurar diretamente nos seus lugares favoritos: wikipedia (português e inglês), youtube, mercado livre, myspace, etc. quando ela estiver arrumada fazer pesquisas será tão fácil quanto abrir uma nova aba, escolher o site na barra e digitar o que quer pesquisar. parece uma econimia mínima, mas imagine quantas horas ela renderá ao longo de um ano. então vamos aos detalhes:
clicando nas setinha de opções da barra de pesquisa você econtrará a opção 'manage search itens' (ou 'administrar itens de busca') se estiver no mozilla, ou 'change search defaults' ('mudar buscas padrões') se você estiver no internet explorer.
os menus dos dois browsers têm as mesma função. use-o para apagar as opções que não pretende usar (answers.com???) e mudar a ordem das opções (com o google provavelmente em primeiro).
agora vem o segredo: não vápara os sites indicados pelos browsers. no mozilla, o 'get more search engines' (procurar mais mecanismos de busca) te rediciona para um site cheio de add-ons nada prático. no windows explorer o 'find more providers' te leva até um criador muito simples com só 2 passos. o método a seguir é mais simples e funciona para os dois browsers.
o que vamos fazer é entrar no site que o mozilla usava antes, muito prático e que só trata de itens para a nossa barra:mycroft.mozdev.org/.
no site do projeto mycroft as coisas funcionam assim: você coloca o nome do site na barra de busca (ex: wikipedia) e ele te dá uma lista com todos os search itens feito para o site. no caso da wikipedia há opções para várias línguas, aonde você deve procurar a que te interessa: não se assute com a quantidade. se não entender a diferença entre elas escolha a mais simples. quando você clicar no primeiro link (circulado), ele perguntará se você quer adicionar o item em sua barra de pesquisas. escolha 'add' e o item aparece automaticamente em sua barra.
você pode agora voltar no menu 'manage search engines' e organizar sua barra do jeito que desejar e deletar os itens que não serviram. para usar agora é só escolher no ícone o mecanismo de busca que quer usar, digitar o que quer procurar e apertar enter.
você vai aos poucos também perceber que alguns itens quase nunca vão ser usados (amazon, myspace) e outros vão servir à toda hora. daí aproveite para limpar sua barra, tirando os inúteis e colocando os mais usados pra cima.
estou acostumado a colocar links para a wikipedia em palavras-chave dos meus posts quando percebo que o verbete de lá é o que melhor explica aquela palavra, seja ela um conceito, um artista, uma sigla. fazia assim imaginando que não são todos que estão acostumados a procurar mais informações sobre algum tema diferente que aparece.
fica esquisito principalmente durante a leitura de um texto, porque você vai interromper sua leitura, ler sobre um assunto aleatório e depois retomar o texto original. por mais estranho que isso pareça, eu recomendo esse tipo de prática a todo mundo. não só clicando nos links, mas fazendo suas próprias pesquisas.
o erro de paridade tem um ótimo texto explicando porque começar uma pesquisa pela wikipédia, assim como outro sobre a importância de se pesquisar constantemente, ambos em sua categoria estudo. eu sei o quanto estas práticas são boas para mim, mas o mario sabe dizer melhor o porquê dela ser importante e valer para todos. ele escreve bastante sobre diferentes temas de organização pessoal e produtividade e é o maior entendedor do assunto que eu conheço pessoalmente. erro de paridadee produtividade pessoal
eu já havia dito sobre este blog no post sobre mc frontalot e como ele é recheado de vários ótimos temas. é também o caso do assunto de hoje: se você se interessou por organizar suas pesquisas e sua produção online, o blog tem uma categoria com 7 grandes posts sobre como se organizar.
nesta categoria está presente a série de quatro posts 'meu método de organização pessoal' em que é exposto o próprio método do autor, que serve muito de exemplo para todos; a lista TO DO dele, seu notebook, seu ritual matinal e sua reavaliação de objetivos. os detalhes aos poucos geram um método que não limita sua producão, mas sim liberta sua vontade de produzir.
quando vou começar com as coisas específicas do dia em questão, consulto minha lista de afazeres (& necessidades & desejos & vontades (que é do que realmente uma lista de afazeres trata, afinal))
ele vai fundo a ponto de se perguntar 'o que é produzir', para matar a 'culpa' de não estar fazendo o que se deve, enquanto o que precisamos na verdade é saber o que queremos realmente fazer e então nos concentrar naquilo. sair tomar um sorvete pode ser a ação mais produtiva do seu dia de trabalho, por permitir que você liberte sua mente e tenha boas idéias. não deixe de ler a série do início até a conclusão.
isso torna também o autor de erro de paridade o perito no assunto mais profissional entre os mais acessíveis - já que os visitantes aqui ou já o conhecem ou estão a um passo de conhecê-lo(por mim ou por e-mail mesmo). continue explorando, pois o tema está presente por todo o blog - como no post sobre criar protótipos para um projeto pessoal. se você pretende começar a se organizar hoje também não deixe de escrever ou até comentar nos posts antigos (ele sempre acaba respodendo).
vou seguir o tema contando de mais peritos em se organizar para produzir, e ainda em um post prático sobre organizar sua barra de pesquisas. por enquanto fiquem com um abraço :)
tanto criatividade quanto informalidade me agradam muito esteticamente. vou explorar uma das áreas aonde eu acredito que isso se aplica.
é muito fácil você falhar miseravelmente ao tentar misturar meninas charmosas com música. tonelada de exemplos no Lúcio Ribeiro (que eu gosto muito de ler) de bandas que não combinam as duas coisas direito e me fazem sentir às vezes enganado e ofendido com a apelação.
enquanto isso chovem videos de garotas dançando a alguma música no youtube. o que é uma extensão das meninas que dançam em festas, shows, churrascos. aqui vão alguns videos de pessoas que fizeram isso de brincadeira e acabaram me agradando. vale lembrar o primeiro video nesse estilo que ficou famoso (muito famoso) logo no ínicio do youtube:
o mais incrível é ver a quantidade de vezes que essas meninas se gravaram ouvindo a música para depois editar. nesta mesma época o kevin smith foi divulgar seu filme clerks II, e fez um video imitando as garotas. o original saiu do ar depois de um tempo, mas as garotas guardaram a homenagem e republicaram:
impagável :)
mas existem várias modalidades desse estilo de video, assim como existem vários motivos para alguém dançar em público. hoje mesmo vi umas meninas plantando bananeira enquanto dançam um proibidão, e depois uma série de latinas dançando reggaeton (como essa). as coisas aqui estão mais pra sensualidade e provocação, mas acho uma coisa legítima, como mulheres no clube. depois tem essa garota só fazendo playback com a boca:
eu acho que vai depender mais de opinião enxergar valor estético ou exibicionismo (ou os dois) nestes videos, assim como se estão acertando nas músicas ou apelando. eu por enquanto aprovei e gostei.
eu desenhei uns quadrinhos representando os planos do filme 'TRUCO!' de um amigo (por isso que ele demorou pra escanear meu quadrinho:) como parte de um processo de direção que se chama decupagem. PG são planos gerais (de longe), PM os médios (uma pessoa, uma situação), os PD e os CLOSES são os detalhados, destaques de um rosto ou um objeto:
essas páginas também foram escaneadas de desenhos a lápis :(
como dá pra ver, os planos estão em ordem de mais geral pra mais específico, e não em ordem cronológica. isso por causa do conceito de filmagem que meu amigo está usando. ele vai filmar todos esses planos, com vários detalhes (uma vez jefferson olha pro lado, outra enxuga a texta, outra bebe), sendo que a cena final é a do 'truco!', aonde entra o logo do filme (que está na página). com a filmagem ele colecionou várias cenas desconectadas - e só na hora de editar ele vai colocar o verdadeiro clima do filme.
foi muito interessante topar com um modelo diferente no meu primeiro contato com uma produção de filme. estou bem curioso pelo resultado!
uma amiga húngara minha traduziu umas letras do CPg (Come on Punk group) uma banda húngara de punk rock dos anos 80. é muito engraçado ver como a cena se parece muito com a que tínhamos em são paulo. as letras com os mesmos objetivos reclamar, chingar e ofender.
o mais curioso: as duas falam de anarquia, mas não flertam com o comunismo. lá, claro, porque a ditadura era comunista; então eles são até na verdade anti-comunistas. e aqui deve ser porque comunismo era ainda da cultura dos 70, a mpb e a comunidade hyppie, que eram todas odiadas pela cultura punk.
mas daí acabei encontrando uma coincidência assustadora. uma música dessa banda, chamada anarchia, tem o mesmo refrão da música dos garotos podres 'anarkia oi'. confiram a música no video:
reparem a letra, que é muito a cara de garotos podres:
Anarquia
(risada maligna)
Eu sou o anti-cristo Eu já sei o que você não sabe A anarquia virá
Anaquia oi oi
Ser livre é o que eu quero Não um animal estúpido e domado Isso é a coisa certa, eu já sei:
Anarquia oi oi
Eu sou, eu sou, eu sou Eu sou o anti-cristo
Você esquece seus sonhos Você faz parte disso, é o que acontece Você se torna um pontinho e cinza
Anarquia oi oi
Um mundo sem regras É dito, ninguém vai reinar É isso que é anarquia
Anarquia oi oi
Eu sou, eu sou, eu sou eu sou, quem eu sou?
Olhe em volta e foda a sua mãe Entenda todos os problemas Que merda é o mundo todo
Anarquia Oi Oi
Ser livre é o que eu quero Não um animal estúpido e domado Você esquece seus sonhos Você faz parte disso, é o que acontece Você se torna um pontinho e cinza Olhe em volta e foda a sua mãe Uma anarquia grande pra caralho!
a letra orginial, em húngaro, está aqui nesse site. e pra quem não lembra, tá aqui o video de 'anarkia oi' do garotos podres, com um video legal da época:
e a letra, pra vocés compararem com a do CPg:
Um dia você vai descobrir que todos te odeiam te querem morto, pois você representa perigo ao poder
Anarquia oi, oi! Eles não querem que você viva destrua o sistema antes que ele o destrua Não acredite, em falsos lideres pois todos eles vão te trair Anarquia oi, oi! A-nar-qui-a A-nar-qui-a Anarquia oi, oi!
eu fui no site oficial dos garotos podres e mandei um e-mail pra eles contando da coincidência. pode ser que eles já saibam... ou que ainda achem que eu estou insinuando plágio. mas é uma idéia tão simples colocar 'anarquia oi!' no refrão de uma música que é até mais plausível os dois terem a mesma idéia. o bonito da coisa é a proximidade de estilo e de idéia.
uma rapidinha de 'plágios': teve um escândalo de I wanna be your girlfriend da avril lavigne ter sido roubada de I wanna be your boyfriend de um tal de the rubinoos. realmente os refrões são bem parecidos. mas o ramones também tem uma I wanna be your boyfriend. e, realmente, a idéia é tão óbivia que eu acho muito mais fácil ninguém ter roubado de ninguém; porque se soubessem da outra música nem ousariam fazer uma própria.
pra saber mais do punk começando no brasil tem o documentário botinada (cheio de trechos no youtube, e tem inteiro por aí na internet). e depois volto com mais punk húngaro e comparações. fiquem com um abraço!
Esse PlaneShift é um MMORPG desenvolvido com um engine GPL, só mantido por doações e voluntários. Ele já está online pra se jogar (estou instalando ele aqui) mas em um estágio ainda muito inicial e incompleto.
Um dos seus arquitetos deu uma palestra de uma hora no google tech talk, cobrindo os detalhes de cada área do projeto; há trechos muito curiosos, como o das pseudo-línguas que os coders criaram para o pessoal que produz conteúdo e não sabe programar:
Ele ainda trata da distribuição de processamento no servidor deles e a conversa dos clients - os NPCs, por exemplo, são processados a parte e tratados pelo server do mesmo modo que um client de um jogador, para não sobrecarregar o server e ao mesmo tempo dar potencialidade de expansão infinita para a AI deles. Ele chega até a falar da necessidade de 'estupidez' nos NPCs do jogo, que estava detalhado naquele texto Intelligent Mistakes que o Marison mandou pra gente. Fascinante.
.
Outra curiosidade é ele comentar o quanto a estrutura, o hard-coding de um MMORPG acaba sendo a parte menos massiva comparada com a tonelada de conteúdo que ele vai ter, de textos, quests, texturas e animações, porque é o que eu tinha acabado de ouvir no video dos developers do Star Wars: the Old Republic, num video revelador pela Gamespot:
Pois é, conteúdo é o mais importante. Estou maluco nessa idéia do SWOR de você poder fazer escolhas que moldam a história do seu personagem. Espero que elas moldem o próprio universo do jogo! Porque demorou um MMO ter elementos mais profundos de RPG nele. Quero ver, no futuro, integrarem o mundo dos jogadores com o dos NPCs... por enquanto os PJs ficam brigando e se unindo pra brigar entre si ou pra enfrentar desafios estáticos... falta um mundo que se adapta às atitudes dos players.
Quem anda jogando Conan, LOTR, Warhammer pra me dizer como andam, e o que vocês acham das inovações em roleplay, e conteúdo moldado pela ação dos jogadores? Esssa parte é com certeza a que mais me fascina.
Um abraço a todos da lista
............
um video bonus sobre o SWOR:
tambéms estou nesse momento jogando a versão 0.4 do planeshift, e logo escrevo mais sobre ele pra vocês.
estou em vias de começar um terceiro projeto, de produção de rap, junto ao projeto com o David. queremos colocar jazz nas batidas, instrumentos de sopro, e um som menos eletrônico. o cantor e letrista dessa vez é o Bruno. eu fiz uma coleção de influências, bandas que chegam perto do conceito que a gente está buscando, de alguma maneira.
jazzmatazz é o projeto do guru, o primeiro rapper a colocar jazz no hip hop. seu primeiro álbum é de 93, e essa é minha favorita:
plenty, com a erikah badu, deve ser a mais famosa dele, do vol.3: streetsoul, e dá uma idéia de até onde dá pra gente ir:
o finado crown city rockersé quase um rap normal dos anos 90, mas tem a diferença deles tocarem tudo com instrumento de verdade, e também usam pianos e sopros que inspiram a idéia de jazz hip hop. Essa é a mais famosa:
depois tem o deltron 3030, do qual eu já falei no post sobre nerdcore, que eu gosto muito porque sua temática não é vida real, mas é uma história de space opera bem curiosa. claro que falar da sua vida é uma das coisas mais fortes do rap; mas o álbum do deltron 3030 é como se não fosse rap, mas uma outra coisa. minha preferida é Mastermind, e o clip é ótimo:
depois tem uma faixa com participação do damon albarn tambem, que cantou no gorillaz com a galera do deltron 3030 mesmo. então ela acaba sendo quase uma música perdida do gorillaz:
por enquanto é o que eu consigo pensar que tem a a ver diretamente com o projeto. eu não ouço jazz puro há uns bons anos, então vou me apoiar bastante no que o Bruno tem a me mostrar, dos músicos que ele gosta. minha impressão, na verdade, é que nosso som vai acabar bem diferente desses. mas esses são ótimos artistas pra se ilustrar o que é possível criar nessa área.
existe um estilo de música punk, dentro do punk, que é fácil de se destacar. eu resolvi chamá-lo de punk épico. não existem bandas do estilo - nem sei se seria possível - mas o que acontece é que às vezes alguém faz uma música que é assim. então é mais uma estrutura que algumas músicas têm.
é mais ou menos assim: o tema é bem amplo, falando do mundo ou das gerações; normalmente tem algum instrumento (órgão, guitarra distorcida) que dá sensação de local aberto; as guitarras comem soltas, de um jeito que enche seu peito com uma certa urgência; e fica aquela sensação de eternidade, de coisas grandes.
assim fica fácil de lembrar, por exemplo, de hammersmith pallais do the clash:
"if adolf hitler flew in today, they'd send a limousine anyway", épico. difícil entender sem acompanhar as letras. isso previne, por exemplo, london calling de ser épica: letra muito específica, e irônica. então não estou falando de músicas canônicas, símbolos de época, nada disso. estou falando de músicas têem esse ar de grandeza. como essa do rancid no especial do south park:
"I'm no longer respected in this transition", "disastrous living, disastrous living!", falando do sol da california, é épico. não confundir com california sun dos ramones; aliás, ramones não entra muito nesse gênero, já que seus sons falam de coisas bem pessoais. eu ainda posso estar dando a entender que o som precisa ser respeitado, de uma banda famosa. mas não. olha um punk épico que não é nada disso (somente audio, o video é outra coisa): "god reached his hand down from the sky, he flooded the land then he set it on fire" e é só o começo da letra dessa música que narra o dia do apocalipse. apesar da moral ser diferente (vale muito ler a ltra desse som), ela me faz lembrar da música do johnny cash, que também descreve deus descendo à terra (vocês vão ter que ignorar as imagens, de novo):
essa música do cash foi aproveitada de um jeito magnífico pra introdução do remake de dawn of the dead. a cena está aqui no youtube. vou ter que admitir que também é uma música épica, só que não punk. mas não sou tão versado no folk pra procurar músicas épicas lá.
vocês que me digam se eu deixei algum som digno do estilo de fora, e me ajudem a identificar mais elementos que unem esses sons, e que justifica a existência do estilo; ou que não justifica: pode ser uma viagem minha destacar essas músicas. eu sei que tem várias outras, e elas se sobressaem por esses elementos mesmo. olha outra (the matches: am tilts, da minha biblioteca):
"The morning tilts/ over the hills/ and floods the world", épico.
um blog magnífico que fala sobre sexo do melhor jeito que se pode ser falado (na 1a pessoa e sem tentar se defender) começou hoje uma série intitulada 'as "melhores" trepadas dos quadrinhos', um top 5 muito casual, segundo a autora, já que 'nossos super-heróis não comem mulher, não comem homem e não dão a bunda'.
sugiro que vocês passeiem pelo site, no mínimo pra saber que podolatria é um negócio sério. mas o texto é muito bom, casual e recheado de informação interessante. levando em conta que o blog não participa de guerra dos sexos, não tem nenhum objetivo de excitar o leitor e não responde dúvidas do seu público sobre 'o que eu faço comigo', dá pra ver que na verdade o conceito do blog é novo.
são apenas TRÊS buracos no corpo pra usar com fins sexuais. Por qual motivo devemos restringir nossa diversão a apenas dois? Ridículo, ou melhor dito, INDECENTE. Se for pra estacionar na fase anal, é bom que seja de ré.
o blog funciona mais ou menos assim: fala sobre tópicos da vida que têm a ver com sexo e relacionamentos, a experiência da autora no assunto e sua opinião. um formato simples e óbvio, mas original no final das contas, e dá uma liberdade de criação infinita porque ela pode falar à vontade sem se preocupar em tropeçar na própra linha editorial. e parece que ela tem realmente muito a dizer sobre esses assuntos, e também está bem à vontade.
e já pelo quinto colocado do seu top 5 dos quadrinhos dá pra ver que o negócio é sério. a idéia é ótima e os comentários estão muito bons. e o melhor é que a gente já sabe que watchmen não ganha no final, então vem aí alguma coisa interessante.
mc frontalot inventou o termo nerdcore através da música linda nerdcore rising. melhor entender isso num show ao vivo:
nerdcore could rise up it could get elevated
já existia quem produzia hip hop fora do conceito de gueto americano, temas espaciais ou coisa assim. um ótimo exemplo é o Deltron 3030, que depois foi ajudar no projeto dos gorillaz. mas o termo deu concisão a todo esse estilo. tem uma lista de artistas no artigo da wikipedia, e um website que organiza coletâneas e divulga discos do pessoal.
um outro ótimo arquivo é a categoria música do blog do meu irmão. ele, além de escrever lá no blog sobre tecnologia, organização pessoal e internet, foi punk e conhece umas finezas do mundo do nerdcore que fazem valer a visita. na verdade, você pode perder horas andando pelo blog dele, e se for pesquisar os assuntos propostos gasta mais algumas, e não é nenhum pouco cansativo. suas categorias são muito bem organizadas, também.
apaguei sem querer um post meu, esse do exalta rei logo abaixo. também sou novo no blogger e no mundo dos blogs, mas não no da internet. eu não sei o quanto isso é óbvio para todo mundo, mas o google indexa automaticamente o conteúdo da internet. então ele guarda o conteúdo, mesmo que esse já tenha sido apagado do servidor original.
desse modo, eu procurei meu post no google (exalta rei guilherme balan) e lá estava. Pedi para ele abrir 'em cache', uma opção que está logo abaixo da descrição do link, e entrei no meu próprio post deletado. pena que perdi um comentário muito legal de um parceiro blogger que escreve sobre o roberto carlos, e me citou no post que escreveu também sobre o exalta rei.
existe também um site maníaco que vai salvando a internet, no archive.org: lá tem a maravilhosa way back machine, que te leva de volta pra sites em épocas diferentes da interwebs.
copiei o post de volta aqui, de qualquer modo. agora o google vai poder guardar ele duas vezes.
houve um bloco nas ruas da urca, sul da capital do rio de janeiro, com uma idéia magnífica: só tocariam músicas do rei Roberto Carlos em ritmo de marchinha; e terminariam a apresentação na frente do prédio aonde mora o rei.
o sucesso do bloco, que saiu às 4 da tarde, duas horas antes do anunciado na prefeitura para despistar o povo que acabou abraçando a idéia genial, não podia ser maior.
o sortudo do video filmou bem de perto. aos 00:40 o rei aparece no hall do prédio. aos 1:30 o povo todo começa a cantar 'meu querido, meu velho, meu amigo' para o roberto! ele pega o estandarte da escola, jogam rosas nele, e aos 2:42 desse video ele dá uns tapinhas carinhosos na bunda do estandarte. imperdível!
fica até bobo dizer que eles 'inovaram as marchinhas' ou coisa assim, porque todo mundo no rio adora cantar mesmo todos aqueles hinos, que aliás são tantos, e ouvidos só nessa época do ano, que é muito gostoso relembrar. inlcusive o bloco é muito o espírito do carnaval: as músicas do roberto estão na nossa cabeça do mesmo modo que estes hinos, e nos apaixonamos cantando 'detalhes' do mesmo modo que 'máscara negra'.
o maravilhoso do bloco extalta rei foi sim a homenagem de coração ao nosso rei, o carinho e a simplicidade com que isso foi feito (poucos instrumentistas, muuuuita gente), e a delícia indescritível de cantar uma música do rei em ritmo de samba.
techo curto, mas que mostra como foi bomlá no meio
muito obrigado ao pessoal do youtube pelos videos!
nerdcore na verdade é um conceito musical. mas o nome foi emprestado para uma das minhas web comics favoritas. nercore: core wars, uma saga do scarybug, é menos conhecido que os outros que eu leio, o quadrinho de nerdcore é baseado em piadas envolvendo rpg, computadores (especialmente programação) e jogo de palavras, que aliás é um estilo de piada recorrente nesses meios.
as piadas brotam a todo momento, no quadrinho, enquanto a saga core wars realmente anda. mas pra você acompanhar a história vai ter que começar mesmo da primeira tira. muitas piadas eu tive mesmo que procurar em dicionarios e na wikipedia, mas se você é como eu que ainda acha graça depois de pesquisar que palavras e referências são aquelas por uns 5 minutos, é o primeiro ponto para gostar da comic. um dos meus favoritos é um onde um dos personagens principais conversa conversa com um urso sobre porque estão presos:
http://www.piratejesus.com/nerdcore/023.html
mas na verdade o tema das piadas é menos fascinante do que o outro conceito da obra: ela é realmente uma saga, com uma ambientação, uma mitologia. é uma fantasia medieval (mitologia dungeons&dragons) com elementos clássicos de space opera: os personagens vivem em um anel gigantesco que rodeia o sol a uma distância onde é possível se ter vida - uma variação da teoria da Esfera de Dyson - a qual chamam de anel de nibelungo. o autor ainda nunca deixa claro se ele trabalha as piadas em cima da história que criou, ou a história se desenvolve conforme ele tem uma idéia pra piada. esse formato torna nerdcore: core wars uma webcomic única e muito rica em detalhes e temas.
no arquivo dele há a opção todas as comics de uma vez só, que carrega elas todas em uma página só do browser, facilitando muito uma leitura rápida. mas nesse formato você perde os comentários do autor embaixo das tiras, aonde ele fala da vida dele e ainda explica boa parte das piadas; mostrando que ele também devia se sentir sozinho com o tipo de humor que usa. nos comentários ainda há dicas de outras coisas da internet. incluindo projetos do prório autor, como o delicioso (mas um pouco repetitivo) jogo online em flash chronotron.
depois eu vou falar de nerdcore, o estilo musical, e ainda fazer um paralelo entre o quadrinho e o estilo.
dismemberment plan foi uma banda que lançou seu primeiro EP em 94, lançou 4 discos até 2001, e mudou seu som para cada um deles. eles não foram da salsa pro country, nada disso. O detalhe é que o som deles amadureceu cada vez mais. ouçam the city de 99, do álbum emergency & I. "eles não são revival de new wave, eles são legitimamente o new new wave", disse mais ou menos um crítico da pitchfork media, sobre o disco. agora the face of the earth, do álbum change, merece tanto quanto a outra que se acompanhe a letra. "... graciosamente sucumbiram à idade adulta" é o que diz nosso crítico. o texto vale a comparação final com borboletas, que podia ser horrível mas funcionou, ficou bonito.
já a pitchfork começou como fanzine em 95, e em 99 já era um website com matérias regulares sobre música. hoje em dia ela é gigante, tem radio e promove shows, etc. mas o que eu conheço mesmo de lá são as críticas dos álbuns, que são sempre ótimos textos pra se ler - mesmo que não falem nada direito sobre o disco - que são panoramas de gente apaixonada por música e que vive no centro de tudo aquilo. se você for na página da wikipedia de boa parte dos álbuns da nossa década, vai ter lá a nota da pitchfork e o link pra resenha.
emergency & I é um daqueles discos que marcaram época. 5 anos de banda, e saiu esse álbum. agora, imagina ainda o sujeito que resenhou esse álbum quando saiu, em 99, já sabendo o que ele significava? são dois bons motivos pra você não tentar salvar o rock ainda esse ano. muito menos tentar dizer como foi qualquer época musical. porque, você tendo vivido a época ou não, o que seu texto vai parecer ao ser lido por um cara que sabe realmente como 99 foi? muito difícil chegar nessa gente. seguindo essa lógica, fica óbvio que não vamos fazer história antes da década acabar...
isso tudo só pra lembrar o quão longo é o amadurecimento de alguma coisa que a gente cria. marcenaria de prateleiras em comparação a móveis coloniais, meu gibi comparado com preacher. então a gente faz história lá pela década que vem.
um outro detalhe é: mesmo que o som do dismemberment plan soe mal pra alguém, pareça velho pra outros, e os textos da pitchfork pareçam forçados, metidos... primeiro, não são realmente, em nenhum dos dois casos. segundo, eu imagino que fica bem difícil entender o que está acontecendo na música agora se não levarmos o site, ou a banda, em consideração; então vamos ter que observá-los com mais carinho. depois eu falo de mais coisas da nossa época que precisamos considerar, e amar :-)
o blog do 10 pãezinhos colocou um texto ótimo sobre fazer roteiros para quadrinhos no mês de janeiro (terceiro post). ele desenhou - em um editor de imagens qualquer - a disposição de quadros que ele deseja para a página, e os balões de diálogo. desenvolvendo assim todo o trabalho que cabe mesmo ao roteirista.
eu e o santiago estamos trabalhando à distância, nossas conversas são por msn. portanto eu desenho também palitinhos aonde os personagens estariam, e escrevo um .txt narrando detalhes da cena. tiro foto dos meus rabiscos com uma câmera de boa resolução. Tudo muito provisório, mas o processo inteiro de criação está funcionando. clique na imagem para ler os diálogos:
descrição pag 7: o 1º quadro é de uma ruína de uma empresa, industria, com muito mato. a vera fica reclamando, e a alice só faz cara feia quando chinga a vera. no último quadro alice está olhando na direção de alex com um sorriso.
Vamos sentar para uma boa revisão antes do Santiago desenhar as páginas definitivamente, mesmo porque vai ser bom eu reescrever partes do meu texto (afinal são 72 páginas).
Adoro muito o material do 10 pãezinhos sobre criação, como o Fanzine ( que tem seu prefácio no Universo HQ). Esses irmãos estão sempre em busca de como produzir quadrinhos da melhor qualidade, e esmiuçando o processo criativo que passamos ao construir nossa própria história. Confesso que não apreciei especialmente as tirinhas de Fábio Moon e Gabriel Bá, mas o caminho que trilharam em busca do traço e o enredo é muito bonito, como o blog dos dois já reflete.
Em breve contarei quais são os meus web comics favoritos.